quarta-feira, junho 15, 2011

Hormona vegetais + ultimas apresentações

Hormonas vegetais e suas funções

Apesar de não terem  capacidade de locomoção, as plantas, tal como os animais, também produzem movimentos de diversos tipos, embora estes não sejam, normalmente, tão rápidos ou tão evidentes como os dos animais. Os movimentos das plantas ocorrem em diversos órgãos, como os caules, as raízes, as folhas ou flores, e incluem, entre outros, alongamentos, curvaturas, abertura e fecho de flores e folhas. Os movimentos das  plantas, bem como o desenvolvimento dos seus órgãos, são afectados por inúmeros estímulos do meio exterior, como a temperatura, a gravidade, o fotoperíodo ou o o contacto. Sabiam , por exemplo, que o “O girassol é uma planta cuja flor acompanha o nascer e o pôr do sol.”?  O movimento da flor do girassol deve-se a um TROPISMO, isto é, deve-se a um movimento que é executado através de acção hormonal e orientado em relação a um estímulo externo (a luz solar, neste caso - fototropismo).  Os tropismos são movimentos das plantas que envolvem crescimento na direcção de um estímulo ambiental (tropismo positivo) ou na direcção oposta a este (tropismo negativo). Para além dos tropismos, existem outros tipos de movimentos nas plantas que não envolvem crescimento direccionado relativamente ao estímulo - NASTIAS ou MOVIMENTOS NÁSTICOS. Por exemplo,  o facto de algumas plantas abrirem as folhas durante o dia e dobrarem-nas à noite é uma  fotonastia. 
O crescimento e o desenvolvimento de uma planta são condicionados por factores externos como a luz, a temperatura ou a gravidade, que, interagindo com factores internos, tais como hormonas vegetais, determinam as respostas associadas a esse crescimento e desenvolvimento. As hormonas vegetais são substâncias químicas produzidas em determinadas zonas da planta e transportadas para outros locais, onde vão  desencadear respostas fisiológicas. Até agora foram identificados os seguintes tipos de hormonas vegetais: as auxinas, as giberelinas, as citoquininas, o etileno e o ácido abscísico.


Cada hormona vegetal desencadeia uma variedade de respostas na planta que dependem do tipo de célula onde actua, do estado fisiológico da planta, da presença de outras hormonas e da interacção com factores externos. A tabela seguinte sintetiza as principais acções de cada um dos tipos de hormonas.


Deixo as ultimas apresentações exploradas nas aulas. Relembro a quem estiver a pensar fazer teste que sai desde a respiração aeróbia até à termorregulação. Logicamnte que irei dar mais cotação aos cnteúdos que nunca foram alvo de avaliação - trocas gasosas em diante.

quarta-feira, maio 25, 2011

Termorregulaçao e Osmorregulação

No que diz respeito à forma como regulam a sua temperatura corporal podem distinguir-se dois grandes grupos de indivíduos: seres poiquilotérmicos (são ectotérmicos) e seres homeotérmicos (são endotérmicos).

  • Seres poiquilotérmicos – não têm mecanismos internos que lhes permitam regular a temperatura, apresentando temperatura corporal variável em função da temperatura do ambiente. Estes seres  possuem comportamentos e algumas características que permitem dosear a quantidade de calor de que necessitam utilizando a energia do Sol - são ectotérmicos.
  • Seres homeotérmicos – as aves e os mamíferos, são seres cuja temperatura interna se mantém sensivelmente constante apesar das oscilações de temperatura do ambiente exterior. Estes seres apresentem mecanismos internos que lhes permitem manter a temperatura dentro de limites estreitos apesar das variações exteriores - são endotérmicos. Por exemplo, no ser humano, a temperatura mantém entre os 36 e os 37ºC graças a mecanismos de feedback negativo. Assim, os desvios da temperatura para valores não desejáveis são detectados pelos receptores térmicos. A partir destes, são enviadas mensagens, através de nervos sensitivos para o centro regulador, situado no hipotálamo, que desencadeia respostas em órgãos efectores destinadas a compensar o desvio verificado.


Osmorregulação - descarregar aqui apresentação explorada na aula

quarta-feira, maio 18, 2011

Propagação do impulso nervoso + apontamentos para teste

o video mostra a transmissão do impulso nervoso ao longo da membrana celular de um neurónio. Seguidamente mostra uma sinapse. Consegue-se observar o mecanismo de fusão das vesículas de neurotransmissores com a membrana pré-sináptica e a libertação dos neurotransmissores na fenda sináptica, os quais são recebidos por receptores específicos na membrana pós-sináptica a fim de continuar a transmissão do impulso.
 


Olá, deixo aqui apontamentos sobre os últimos conteúdos que foram explorados nas aulas. No teste de sexta-feira também sai um grupo sobre a fotossíntese.

Apontamentos:

terça-feira, abril 12, 2011

Observação microscópica de células

Tal como prometido, aqui fica uma fotografia legendada das observações que realizamos. A foto foi-me gentilmente cedida pela Marta. Obrigado! Deixo ainda Uma ficha que encontrei na internet sobre células e teias alimentares...

sábado, abril 02, 2011

Obtenção matéria seres autotróficos - autotrofia

 (carrega no texto para descarregar)

 Exercícios interactivos:   Autotrofia 1   | Autotrofia 2  | Ficha Autotrofia
Alguma dúvida ou sugestão, deixem um comentário...

Os seres autotróficos são seres capazes de produzir compostos orgânicos a partir de substâncias minerais, utilizando uma fonte externa. Existem dois tipos de seres autotróficos: os fotoautotróficos (cianobactérias, algas e plantas) que utilizam a energia luminosa como fonte de energia; e os quimioautotróficos (bactérias ferrosas, sulfurosas e nitrificantes) , que utilizam como fonte de energia a energia resultante da oxidação de determinados compostos químicos como o H2S, CO2 2 NO3. 

FOTOSSÍNTESE é o processo autotrófico mais conhecido e também o principal meio de obtenção de matéria pelos seres autotróficos, sendo utilizado por cianobactérias, algas e plantas (seres fotoautotróficos). A partir de energia luminosa, dióxido de carbono e água, estes seres produzem compostos orgânicos a partir de compostos inorgânicos existentes no solo. Nas células fotossintéticas de algas e plantas a fotossíntese processa-se em organelos especializados denominados de cloroplastos. Nas cianobactérias ocorre em membranas fotossintéticas. O Cloroplasto é um organito celular constituído por uma membrana externa, e uma membrana interna. A membrana externa é lisa, enquanto a interna é composta por várias dobras voltadas para o interior do cloroplasto, formando os tilacóides. estes encontram-se empilhados formando um granum (plural: grana). O espaço externo aos tilacóides no interior do cloroplasto é o estroma. Os seres fotossintéticos são capazes de sintetizar pigmentos fotossintéticos (clorofilas ou carotenóides) que captam a energia luminosa.


Estes pigmentos são capazes de absorver luz com comprimentos de onda entre os 400 a 500nm e os 600 a 700nm (nm = nanómetros). A absorção é feita entre estes valores intermédios, pois comprimentos de onda com valores mais elevados provocam danos nas células.

Actualmente admite-se que a fotossíntese compreende duas fases sucessivas, estritamente ligadas:
  • Fase Fotoquímica, cujas reacções (reacções fotoquímicas) dependem directam. da luz;
  • Fase Química, cujas reacções não dependente directamente da luz.


Apresentação explorada na aula sobre FOTOSSÍNTESE E QUIMIOSSINTESE

segunda-feira, março 28, 2011

A Biosfera - Dinâmica dos ecossitemas

O que é a Biosfera?  
A biosfera constitui um sistema global que inclui toda a vida na Terra, o ambiente onde essa vida se desenrola e as relações que estabelecem entre si. A Biosfera é o conjunto de todos os Ecossistemas da Terra. 


1. Organização  dos sistemas biológicos 
Pode-se esquematizar a hierarquia na biosfera do seguinte modo:
Átomo – Molécula – Célula – Tecido – Órgão – Sistema de órgãos – Organismo – População – Comunidade – Ecossistema – Biosfera. 
Espécie – Seres vivos idênticos capazes de gerar descendentes férteis. Populações – seres vivos pertencentes a mesma espécie e que habitam numa determinada áreaComunidades – indivíduos de espécies diferentes que habitam na mesma área e estabelecem relações entre si. Ecossistema – conjunto da comunidade (ou biocenose), do ambiente e das relações que se estabelecem entre si.


O que é um ecossistema? 
Um ecossistema incliu Factores Abióticos (luz, água, solo, temperatura,gelo, ...) +Factores Bióticos (Seres vivos).  Um ecossistema designa o conjunto formado por todas as comunidades que vivem e interagem em determinada região e pelos factores abióticos que actuam sobre essas comunidades. 

A dinâmica dos ecossistemas envolve dois processos:
  • Circulação de matéria
  • Circulação de energia (dispersa-se sob a forma de calor)

    Os seres vivos estabelecem relações alimentares. As cadeias alimentares interrelacionam-se, originando as teias alimentares.


    Nas teias e cadeias alimentares existem: 
    • Produtores são autotróficos, seres vivos capazes de elaborar matéria orgânica a partir de matéria inorgânica ou mineral, utilizando para isso, uma fonte de energia externa (exemplos: plantas, algas, etc)
    • Consumidores – são heterotróficos, seres vivos incapazes de produzir compostos orgânicos a partir de composto inorgânicos e, por isso, alimentam-se directa ou indirectamente da matéria elaborada pelos produtores (ex: zooplâncton, herbívoros e carnívoros)
    • Decompositores – São seres vivos que decompõem a matéria orgânica em inorgânica /matéria mineral para obter energia  (exemplo: bactérias, fungos). 


    2. Extinção e Conservação
    Que causas contribuem para a extinção das espécies?
    • Destruição ou alteração do habitat
    • Introdução de novas espécies em áreas geográficas onde não existiam
    • Ruptura das cadeias alimentares
    • Sobrexploração de espécies, por colheita, caça ou pesca
    • Alterações climáticas
    • Interrupção de relações de mutualismo
    • Desflorestação
    • Poluição, etc.
    Quais as medidas a seguir para a preservação das espécies?
    • Criar zonas protegidas
    • Educar e informar a população humana, especialmente jovens sobre a necessidade de proteger os habitats e espécies
    • Recuperação das áreas degradadas, etc.
    • Definir as utilizações dos habitats que possam dar maior beneficio ao Homem sem os destruir.

    quarta-feira, março 23, 2011

    Correcção da 2ª ficha de preparação Teste Intermédio

    Correcção: descarrega aqui...  (se tiverem dúvidas podem deixar nos comentários ou ligar o MSN messenger que eu tiro...)  

    Esqueci-me de vos chamar atenção para um pormenor relacionado com a digestão. Quando a digestão ocorre ao longo de um tubo digestivo, localizado dentro do corpo do organismo, como acontece na maioria dos animais, designa-se de digestão intracorporal. Quando a digestão ocorre fora do corpo do organismo, como acontece apenas nos fungos (cogumelos), designa-se digestão extracorporal. Os  fungos não ingerem os alimentos. O que eles fazem é lançar enzimas sobre a matéria orgânica morta que lhes serve de alimento provocando a sua digestão fora do seu corpo. Seguidamente, absorvem as substancias que sofreram digestão, através de uma espécie de raízes denominadas de hifas. 


    Podemos assim dizer que no homem a digestão é extracelular e intracorporal, enquanto que nos fungos a digestão é extracelular e extracorporal.
    Imprimam esta página e passem aos colegas que podem não ter visto.

    domingo, março 20, 2011

    Ultimas apresentações

    Deixo-vos as ultimas apresentações que foram exploradas nas aulas.

    Bom estudo!

    domingo, março 06, 2011

    Classificações 3º Teste

    Olá, deixo aqui uma cópia do 3º teste, para que vocês possam fazer a correcção em casa. Também deixo as classificações do teste. Para terem acesso às classificação tem de responder a uma questão, que é a seguinte:

    PASSWORD: Molécula biológica constituída por sequências de nucleotídeos (Adenina, Citosina, Guanina e Timina). Possui estrutura em dupla hélice. Iniciais em português.

    quinta-feira, janeiro 27, 2011

    SISMOLOGIA + Estrutura interna da Terra

    Olá! Tal como prometido, aqui ficam os apontamentos sobre sismologia e sobre a estrutura interna da Terra.

    No teste vão ser avaliados os seguintes conteúdos:
    - TECTÓNICA DE PLACAS 
    - VULCANISMO 
    - SISMOLOGIA e ESTRUTURA INTERNA DA TERRA.

    Bom estudo.... 

    quarta-feira, janeiro 19, 2011

    VULCANOLOGIA

    Apresentações exploradas em sala de aula:


    Para descarregar as apresentações só têm de carregar nas ligações e seguidamente fazer download no Google Docs. Se não conseguirem digam, que eu passo-vos o ficheiro para uma pen...


    JÁ DEVE DAR PARA DESCARREGAR

    quarta-feira, dezembro 01, 2010

    MATÉRIA A SER AVALIADA NO 2º TESTE

    Olá,
    neste segundo teste vão ser avaliados os conteúdos até ao  ponto 3.1 (A face da Terra. Continentes e  fundos oceânicos) do capítulo 3. Posso ainda colocar algumas questões relativamente ao métodos directos e indirectos (se sair só pode ser a gravimetria). Bom feriado e bom estudo!

    PS. Aconselho a prestarem particular atenção à idade relativa e absoluta, à tectónica de placas, à formação do sistema solar e as características dos planetas do sistema solar ( o que demos de novo)....

    domingo, outubro 31, 2010

    RESUMOS

    Olá!  Finalmente tive algum tempo para actualizar o blog. Deixo aqui alguns resumos da matéria. Não andem a imprimir tudo porque alguns destes resumos já tinha colocado antes.


      sábado, outubro 30, 2010

      Planetas Telúricos e Pequenos Corpos do Sistema Solar

      Apresentação explorada da aula --> (descarregar aqui)


           Actualmente considera-se que o Sistema Solar é constituído por uma estrela central (O SOL), à volta da qual orbitam 8 planetas principais (têm massa suficiente para terem gravidade própria e assumirem forma arredondada, e descrevem uma órbita desimpedida de outros astros). Existem ainda algumas dezenas de planetas secundários (planetas que orbitam à volta de outros planetas), alguns planetas-anões (planetas que embora orbitem à volta do Sol, não têm massa suficiente para ter gravidade própria e assumir uma forma arredondada, e a sua órbita muito excêntrica interferem com a órbita de outros astros),  e Pequenos Corpos do Sistema Solar (inúmeros asteróides, milhões de cometas e meteoróides,...)


      Exercícios Interactivos:

      Formação do Sistema Solar

      Que teorias foram propostas para a Formação do Sistema Solar?
      •  Hipótese da Colisão entre duas estrelas, com formação de planetas (Buffon, 1749): Num dado momento da história do universo ter-se-ia registado uma catástrofe. Um cometa teria chocado com o Sol, e deste choque teria resultado a emissão de um filamento de matéria solar, que acabou por arrefecer e condensar em planetas.
      • Hipótese da aproximação entre duas estrelas, sem colisão (Chamberlain e Multon, 1900): Antes de existirem os planetas, uma estrela teria passado junto ao Sol, e ter-lhe-ia arrancando alguns pedaços, devido à atracção gravítica. Estes pedaços acabariam por condensar em blocos que ficariam orbitando na direcção em que havia ter sido arrancados, formando, deste modo os planetas.
      • Teoria Nebular (Kant e Laplace, 1796): A formação do sistema Solar seria devido a contracção de uma nebulosa gasosa em rotação. Esta nebulosa teria adquirido rapidamente a forma de um disco com uma saliência na parte central. Essa saliência iria aumentando, assim como a velocidade de rotação, originando no centro o proto-sol. Dele, de tempos a tempos, saltar-se-iam anéis de matéria que iriam dando origem a cada um dos planetas conhecidos.

           Críticas a estas teorias:
      •  A Teoria de Buffon foi abandonada porque: a probabilidade de duas estrelas chocarem é praticamente nula pelo facto de estas se encontrarem a milhões de anos-luz umas das outras.  
      • Na Teoria de Chamberlain, a intervenção de uma estrela “intrusa”, explicaria o aparecimento de planetas, assim como a baixa velocidade de rotação do sol. Contudo esta teoria foi abandonada, por ser extremamente improvável a passagem de uma estrela tão próxima do sol. Além disso, o material arrancado acabaria por se desintegrar, não originando planetas.
      • No caso da Teoria nebular, a velocidade de rotação do sol deveria ser maior e os gases ejectados pelo sol deveriam ter-se espalhado pelo espaço, em vez de condensarem sob forma de planetas. 
           Actualmente considera-se que o Sol, a Terra e os restantes planetas do Sistema Solar tiveram uma génese comum, há cerca de 4600 M.a.
      A Teoria Nebular Reformulada (baseada na Teoria Nebular Original de Kant e Laplace) é considerada pelos astrónomos como a hipótese mais plausível para explicar a formação do Sistema Solar.
      A Teoria Nebular Reformulada considera a existência dos seguintes passos:

      • Numa zona do Universo existia uma nébula fria constituída por gases (H, He, ...), gelo e poeiras muito difusas;
      • existência de forças de atracção gravítica entre partículas no interior da nébula fizeram com que se tenha começado a contrair, a aquecer e a rodar sobre si mesma. A contracção da nébula levou a um aumento da sua velocidade de rotação.
      • Após anos a girar, a nébula terá começado a arrefecer e adquiriu a forma de um disco achatado – disco protoplanetário, em cujo centro existia uma saliência - O proto-sol -> SOL (no protosol terão começado desde logo a ocorrer reacções termonucleares);
      • Os materiais do disco protoplanetário foram arrefecendo e condensando em grãos de poeiras dispersas. Devido à atracção gravítica, estes grãos sólidos iam colidindo uns com os outros e juntando-se (sofreram acreção) formando corpos de maiores dimensões (até ~1km) chamados planetesimais (os “tijolos dos planetas”), que foram aumentando de tamanho devido a sucessivas colisões e acreções com outros planetesimais, até originar corpos maiores -  os protoplanetas, que depois se diferenciaram, formando os planetas. O aumento da massa permitiu a retenção de uma atmosfera à volta de alguns planetas.
      •  Os planetas telúricos ter-se-ao formado na zona mais interna do disco protoplanetário (zona mais quente) devido à colisão e acreção de metais e materiais rochosos. Os planetas gasosos ter-se-ão formado na zona mais externa do disco (zona mais fria), principalmente,  através da acreção de gases.
      • Os cometas e alguns asteróides são restos desses planetesimais, sendo, por isso, dos mais antigos corpos do Sistema Solar. Os primeiros planetas telúricos teriam aparecido nas zonas mais densas do disco proto-planetário, isto é, mais próximo do Sol, tendo a radiação solar impedido a incorporação dos elementos menos densos na constituição destes planetas, ficando a ser constituídos por elementos mais densos como o ferro, o níquel, e silicatos. Os planetas gigantes encontram-se mais afastados do Sol e isto foi consequência da radiação solar, que afastou da sua vizinhança a maior parte dos elementos químicos menos densos, como o hidrogénio e o hélio, no estado gasoso - devido à grande distância ao Sol, os gases passaram, em grande parte, ao estado sólido. Actualmente, a Teoria Nebular Reformulada está de acordo com as características gerais do Sistema Solar. 

      Exercícios Interactivos:

      domingo, outubro 24, 2010

      Mobilismo Geológico: Deriva Continental e Tectónica de Placas


         A Teria da Deriva dos Continentes

           Foi em 1912 que o meteorologista alemão Alfred Wegener apresentou uma teoria sobre a mobilidade dos continentes, denominada de “Teoria da Deriva dos Continentes”. Segundo aquele cientista, há 225 milhões de anos, os continentes estavam reunidos num único super-continente, a Pangea (do grego: todas as terras), rodeado pelo oceano Pantalassa. A Pangea começou depois a fragmentar-se, individualizando continentes que se movimentaram ate à posição que actualmente ocupam.

      Para fundamentar a Teoria da Deriva dos Continentes, Wegener baseou-se em diversos argumentos:
      • Morfológicos - a semelhança de encaixe entre as costas de diversos continentes, em particular entre a América do Sul e a África; 
      • Paleontológicos - a ocorrência de fósseis idênticos em zonas continentais hoje separadas por oceanos; 
      • Litológicos / Geológicos - a ocorrência de rochas idênticas em continentes hoje distantes. Wegener provou que as rochas das costas atlânticas da América do Sul e da africana tinham a mesma origem; 
      • Paleoclimáticos - a existência de marcas de depósitos glaciários em zonas onde actualmente existem climas tropicais, como em África
      A Teoria da Deriva dos Continentes foi muito controversa pelo facto de Wegener não conseguir explicar qual a força que fazia mover os continentes o que fez com que aquela fosse temporariamente esquecida. Só cerca de 50 anos mais tarde, com o aparecimento das técnicas de estudo e exploração dos fundos oceânicos, é que se retomou aquela teoria. O estudo dos fundos marinhos, nomeadamente no oceano Atlântico, forneceu novos dados: as rochas mais jovens encontram-se junto ao eixo central do oceano e as mais antigas perto dos continentes. Verificou-se que os fundos oceânicos estão a ser criados naqueles eixos centrais e que estão constantemente a ser destruídos junto às fossas oceânicas.


            A Teoria da Tectónica de Placas

            Estas novas descobertas, aliadas à Teoria da Deriva dos Continentes de Wegener, levaram ao aparecimento, na década de 60 do século XX, da Teoria da Tectónica de Placas. A Teoria da Tectónica de Placas parte do pressuposto de que a camada mais superficial da Terra - a litosfera - está fragmentada em várias placas de diversas dimensões que se movem umas relativamente às outras, sobre uma camada sólida, mais plástica e moldável, a astenosfera. Aquelas placas denominam-se placas litosféricas ou tectónicas e as zonas de contacto entre elas são geralmente regiões geologicamente activas, designadas por fronteiras ou limites de placa. A Teoria da Tectónica de Placas estabelece que, ao contrário do que pensava Wegener, não são os continentes que se movem mas sim as placas litosféricas. O movimento das placas deve-se à existência de correntes de convecção no manto terrestre.
      • Litosfera: camada mais exterior, rígida, constituída por crosta continental, crosta oceânica e uma parte do manto superior.
      • Astenosfera: Camada sólida mas plástica, constituída por uma parte do manto superior  e uma parte do manto inferior.  


      Tipos de limites das placas litosféricas:

      • Limites divergentes ou construtivos: O movimento relativo entre as duas placas faz com que elas se afastem uma da outra. Este tipo de limite encontra-se ao nível das dorsais oceânicas / riftes, ou seja, em locais onde a ascenção de magmas  até à superfície forma nova litosfera, fazendo com que as placas aí existentes se movam em sentidos opostos.
      • Limites convergentes ou destructivos: O movimento relativo entre as duas placas faz com que elas acabem por chocar uma com a outra, ocorrendo destruição de litosfera. Encontramos este tipo de limite ao nível das fossas oceânicas (zonas de subducção). O choque entre uma placa oceânica (+densa) e uma placa continental (menos densa), leva à subducção e destruição da placa mais densa (placa oceânica).
      • Limites transformantes ou conservativos: situam-se no limite de falhas transformantes que cortam transversalmente as dorsais. O movimento relativo entre as duas placas faz com que elas deslizem lateralmente uma em relação à outra,  não se verificando a formação nem a destruição de litosfera . A Falha de Santo André, nos EUA, também corresponde a um limite deste tipo.
      Exercícios Interactivos:  
         

        Catastrofismo e Uniformitarismo

             O Catastrofismo foi o princípio mais aceite até meados do século XVIII e o seu principal defensor foi Cuvier. Segundo esta teoria, as grandes alterações ocorridas à superfície da Terra, eram interpretadas como sendo consequência de fenómenos súbitos, violentos (catastróficos) e não cíclicos, associados a intervenção divina
             
            O Uniformitarismo, defendido por James Hutton no século XVIII, considera que as alterações que ocorrem na Terra, como a formação das rochas ou dos fósseis, são devidas a processos naturais e não devido a qualquer intervenção sobrenatural. 
             
              O uniformitarismo assenta nas seguintes  ideias principais: 
        • As leis naturais são constantes no espaço e no tempo; 
        • Os processos e acontecimentos geológicos que ocorrem na Terra são o resultado de acontecimentos cíclicos que se desenvolvem de forma tranquila, lenta e gradual – Principio do Gradualismo.
        • Os acontecimentos do passado podem ser explicados observando o mesmo tipo de fenómenos no presente – Princípio do Actualismo (defende que “o presente é a chave do passado”).
           O Neocatastrofismo é uma nova teoria que reconhece o uniformitarismo como o guia principal que permite entender os fenómenos geológicos, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham contribuído para eventuais alterações localizadas na superfície terrestre. O Neocastastrofismo associa as ideias catastróficas às uniformitaristas para explicar determinados fenómenos como a extinção dos dinossáurios.